Alegorias
"Parece-nos, no entanto, que ainda há que fazer mais um alerta. Assumindo como correcto o pressuposto da falta de condições humanas e materiais para se garantir a segurança ao nascer — e nós não duvidamos disso — afigurasse-nos aconselhável que o Ministério da Saúde se precaveja e impeça qualquer tentativa de aproveitamento desta situação para a criação e manutenção de unidades privadas de partos que, a não terem as condições agora exigidas para os serviços públicos nunca poderão funcionar. Cabe ao Ministério da Saúde, em coerência aliás com a orientação até agora adoptada, iniciar uma análise das condições em que, na actividade privada, estão a realizar-se os partos em Portugal. Este é mais um caso em que o serviço público de prestação de cuidados de saúde pode ser encarado como referência e regulador do desempenho do Sistema de Saúde, no seu todo."
Sendo assim o Estado será regulador e nós para além de contribuintes do Estado seremos pagadores da José de Mello Saúde.


Castelo Branco
Covilhã


