5.30.2006

Amanhã às 21h30m...

A Comissão de Utentes convoca todos os interessados para uma reunião amanhã, dia 31 de Maio, pelas 21h30m no Salão das Juntas de Freguesia (frente ao Tribumal). Contamos convosco!

5.27.2006

"lá vêm eles com a maternidade..."

No debate parlamentar mensal, quando questionado pelo deputado Jerónimo de Sousa sobre a decisão do encerramento de maternidades na Beira Interior, o Primeiro Ministro respondeu com displicência, pois segundo ele o fecho das maternidades públicas têm sido positivo para os utentes.

eixo GCCB

Noticias sobre o dia 25 e a acção conjunta entre a Guarda, Covilhã e Castelo Branco:

público
jornal de noticias
diario xxi
1º de Janeiro

5.25.2006

ainda em festa

no Hospital


Depois do compromisso entre as Comissões de Castelo Branco e Guarda, a Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira decidiu marcar este dia com a entrega da cópia das primeiras 3000 assinaturas do abaixo-assinado contra o encerramento das Maternidades na Beira Interior na administração do Hospital, pressupondo que o Hospital como entidade interessada e implicada neste processo terá todo o interesse em conhecer a indignação de todos. A administração do Hospital estava ausente, como previamente nos tinha sido informado, estando marcado um encontro para a próxima semana. No entanto o dia era marcado pelo simbolimo das acções convergentes em defesa das Maternidades, e dessa forma lá estivemos. Juntamente com as assinaturas entregámos um texto que incluimos aqui:

Exmos Senhores,


A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CUCHCB), constituída voluntariamente por cidadãos, tem como objectivos a defesa do serviço público de saúde, bem como a promoção de uma cidadania activa no domínio da saúde e a defesa dos direitos dos utentes.
Neste sentido, a Comissão de Utentes decidiu levar a cabo a realização de um abaixo-assinado, contra a intenção do actual Governo e do Ministro da Saúde de pretender encerrar Maternidades na Beira Interior, tendo recolhido até ao momento 3 mil assinaturas, mas que, estamos certos, reunirá muitas mais, uma vez que pretendemos prosseguir.
Com vista à defesa dos serviços de saúde materno-infantil na Beira Interior, as Comissões de Utentes da Guarda e Castelo Branco em conjunto com as Uniões de Sindicatos respectivas, decidiram realizar acções convergentes hoje, dia 25, através de diversas iniciativas. A entrega das assinaturas recolhidas a que hoje procedemos, visa sobretudo, dar conta a V.Exas do justo e legítimo descontentamento dos cidadãos em relação à intenção do Governo, sentimento aliás, que sabemos ser partilhado também pelo Conselho de Administração.
Tal como temos reiterado, as Maternidades da Beira Interior (Covilhã, Castelo Branco e Guarda), são serviços públicos essenciais cuja existência têm garantido ao longo de várias décadas o atendimento de elevada qualidade humana e técnica a milhares de mulheres e crianças. Tais serviços são responsáveis pela realização de cerca de 2000 partos por ano.
A maternidade de Castelo Branco é uma peça indispensável ao funcionamento do curso de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, recentemente aprovado, na Escola Superior de Saúde do IPCB, sendo-o, por idênticas razões a da Covilhã, onde existe um Hospital Universitário em franco desenvolvimento, enquanto a maternidade da Guarda, cidade onde existe igualmente uma Escola de Enfermagem, serve um total de 14 concelhos.

O eventual encerramento de Maternidades na Beira Interior significaria um retrocesso civilizacional, um atentado à segurança sanitária para mulheres grávidas e parturientes e a fragilização e o desaparecimento a breve prazo de outros serviços e valências agregadas muito importantes. Nenhum critério, económico, técnico ou estatístico, pode justificar o seu encerramento

Seria dramático para a Beira Interior, região duramente atingida pelo desinvestimento, pela perda de serviços e pela incapacidade de fixar população, particularmente jovem, fosse alvo de encerramento de serviços públicos essenciais como as Maternidades, acrescentando à falta de oferta de saídas profissionais, também a falta de adequada assistência maternal.


A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira

25 de Maio

A defesa pela manutenção dos blocos de partos é uma questão de príncipio, é a defesa do direito à saúde. Princípio que subsiste a esta comissão e que relativamento às Maternidades proclama para os todos utentes. A falta de recursos não se pode resolver com o encerramento dos serviços. Não iremos ficar dependentes dos serviços privados, como se pretende com mais este processo das Maternidades. Por essa razão, e porque mais uma vez afirmamos a defesa de um principio, as Comissões de Utentes e as Uniões dos Sindicatos reuniram e convocaram acções convergentes para 25 de Maio, desse encontro resultou o texto que incluimos e que foi divulgado a toda a comunicação social:

Contra o Encerramento de Maternidades na Beira Interior

Representantes dos Movimentos de Utentes em Defesa das Maternidades dos Hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco, e as Uniões dos Sindicatos de Castelo Branco e da Guarda, reunidos para analisar a grave decisão do Governo de encerrar uma Maternidade na beira interior, decidem tornar público a seguinte posição:

1 – As maternidades da Beira Interior (Guarda, Covilhã e Castelo Branco), são serviços públicos essenciais cuja existência têm garantido ao longo de várias gerações o atendimento de elevada qualidade humana e técnica a milhares de mulheres e crianças. Estes serviços públicos são ainda hoje responsáveis pela realização de cerca de 2000 partos por ano.

2 – A maternidade de Castelo Branco é indispensável ao funcionamento do curso de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, na escola Superior de Saúde, sendo-o, por idênticas razões a da Covilhã, onde existe um Hospital Universitário em desenvolvimento, enquanto a maternidade da Guarda, cidade onde existe igualmente uma Escola de Enfermagem, serve um total de catorze concelhos, alguns à distância de 80 quilómetros.

3 – O encerramento desta importante valência, em qualquer das maternidades existentes na beira interior, significaria um retrocesso civilizacional, o desaparecimento a breve prazo de outros serviços e um atentado à segurança sanitária para mulheres grávidas e parturientes que seriam obrigadas a efectuar grandes deslocações para terem os seus filhos.

4 – Para uma região como a nossa seria dramático perder as Maternidades. Já é duramente atingida pelo desinvestimento, pela perda de serviços públicos essenciais, pela incapacidade de fixar a população, particularmente jovem, pela falta de oferta de saídas profissionais e também pela insuficiente e inadequada assistência maternal.
Por isso é inaceitável a intenção do Governo, de maioria absoluta do Partido Socialista, encerrar Maternidades na Beira Interior.

5 – A luta pela manutenção e melhoramento do funcionamento das três Maternidades, que assumimos como um imperativo dos interesses das populações dos distritos da Guarda e de Castelo Branco, impõe a acção comum de modo a unir ainda mais as populações dos distritos e das localidades de Guarda, Covilhã e de Castelo Branco. Assim, as Comissões de Utentes e Uniões de Sindicatos presentes nesta reunião decidem realizar no próximo dia 25 de Maio, acções de luta convergentes em defesa destas Maternidades e dos Serviços de Saúde Públicos, nas cidades de Castelo Branco, Covilhã e Guarda.

6 – Há semelhança de outras lutas realizadas noutros pontos do País, nomeadamente a manifestação de Lisboa da população de Barcelos, as Comissões de Utentes e as Uniões dos Sindicatos presentes nesta reunião admitem poder vir a participar numa acção de carácter nacional em defesa das Maternidades e dos serviços públicos.

Guarda, 18 de Maio de 2006

5.23.2006

CHCB



Este é um movimento que convoca todos aqueles que defendem o direito à saúde e lutam por ele. Hoje estiveram no Centro Hospitar o Partido Comunista Português, a Juventude Comunista Portuguesa, a União dos Sindicatos, e o Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata na Covilhã, Joaquim Matias. Dia 25 seremos mais...

Comissão de Utentes no Hospital


Estivemos hoje com o Secretário Geral do Partido Comunista Português, que convidou a Comissão de Utentes para um encontro, no Centro Hospitalar da Cova da Beira, no âmbito da das Jornadas “Contra a destruição dos Serviços Públicos”. Jerónimo de Sousa enquanto esteve com a Comissão procurou saber quais as previsões em relação a uma decisão dos três hospitais, e também quais as expectativas da Comissão relativamente a uma maior mobilização de todos. Como Comissão esperamos, tal como lhe dissemos, ser o inicio de uma luta pela manutenção das três maternidades, com a mobilização de todos e com uma reconhecimento por parte do Governo do erro que seria o encerramento de maternidades na Beira Interior. Para além da conversa informal entregamos um documento relativo à posição da Comissão.

5.21.2006

Humanização do Parto ii

No dia 25 deste mês, o enfermeiro-obstetra António Ferreira, vai estar em Castelo Branco a falar nas jornadas promovidas pelos alunos finalistas da especialização em enfermagem obstétrica, com o tema "a humanização do nascimento e o técnico humanizado". Leva em mão um trabalho de investigação feito através da metodologia casuística, sobre os partos feitos em duas maternidades, uma central e uma distrital. A amostra é de 950 parturientes, compreendido no período entre 1 de Janeiro e 28 de Abril de 2006.

Humanização do Parto hoje no DN

No DN de hoje pode-se ler sobre o parto domiciliário, mas também sobre a forma como se encara a maternidade, e especificamente o momento do parto, nos hospitais e entre grande parte dos médicos obstetras. Há menos de uma semana num programa de televisão o presidente do Colégio de Obstetras, Prof. Luís Graça afirmou que não se preocupa que o fecho das maternidades viesse a aumentar o número de cesarianas, pois segundo ele as mulheres pedem cada vez mais para fazer cesarianas aqui e no estrangeiro. Isto é dito com a maior das naturalidades, porque este é um procedimento cada vez mais comum entre os obstetras, principalmente no sector privado. E mesmo a OMS - Organização Mundial da Saúde, considerando que uma taxa de cesariana aceitável está na faixa de 10% a 15% dos partos, o Prof. Luís Graça não fica preocupado.

5.20.2006

antes era assim...

Esta era a opinião do deputado José Socrates quando estava no grupo parlamentar da oposição.

recepção



Esperávamos entregar as primeiras assinaturas do abaixo assinado contra o encerramento das Maternidades da Beira Interior ao Primeiro Ministro, não foi possível mas de qualquer forma estivemos lá juntamente com as comissões de utentes do hospital da Guarda e de Castelo Branco para o receber.