no Hospital

Depois do compromisso entre as Comissões de Castelo Branco e Guarda, a Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira decidiu marcar este dia com a entrega da cópia das primeiras 3000 assinaturas do abaixo-assinado contra o encerramento das Maternidades na Beira Interior na administração do Hospital, pressupondo que o Hospital como entidade interessada e implicada neste processo terá todo o interesse em conhecer a indignação de todos. A administração do Hospital estava ausente, como previamente nos tinha sido informado, estando marcado um encontro para a próxima semana. No entanto o dia era marcado pelo simbolimo das acções convergentes em defesa das Maternidades, e dessa forma lá estivemos. Juntamente com as assinaturas entregámos um texto que incluimos aqui:
Exmos Senhores,
A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CUCHCB), constituída voluntariamente por cidadãos, tem como objectivos a defesa do serviço público de saúde, bem como a promoção de uma cidadania activa no domínio da saúde e a defesa dos direitos dos utentes.
Neste sentido, a Comissão de Utentes decidiu levar a cabo a realização de um abaixo-assinado, contra a intenção do actual Governo e do Ministro da Saúde de pretender encerrar Maternidades na Beira Interior, tendo recolhido até ao momento 3 mil assinaturas, mas que, estamos certos, reunirá muitas mais, uma vez que pretendemos prosseguir.
Com vista à defesa dos serviços de saúde materno-infantil na Beira Interior, as Comissões de Utentes da Guarda e Castelo Branco em conjunto com as Uniões de Sindicatos respectivas, decidiram realizar acções convergentes hoje, dia 25, através de diversas iniciativas. A entrega das assinaturas recolhidas a que hoje procedemos, visa sobretudo, dar conta a V.Exas do justo e legítimo descontentamento dos cidadãos em relação à intenção do Governo, sentimento aliás, que sabemos ser partilhado também pelo Conselho de Administração.
Tal como temos reiterado, as Maternidades da Beira Interior (Covilhã, Castelo Branco e Guarda), são serviços públicos essenciais cuja existência têm garantido ao longo de várias décadas o atendimento de elevada qualidade humana e técnica a milhares de mulheres e crianças. Tais serviços são responsáveis pela realização de cerca de 2000 partos por ano.
A maternidade de Castelo Branco é uma peça indispensável ao funcionamento do curso de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, recentemente aprovado, na Escola Superior de Saúde do IPCB, sendo-o, por idênticas razões a da Covilhã, onde existe um Hospital Universitário em franco desenvolvimento, enquanto a maternidade da Guarda, cidade onde existe igualmente uma Escola de Enfermagem, serve um total de 14 concelhos.
O eventual encerramento de Maternidades na Beira Interior significaria um retrocesso civilizacional, um atentado à segurança sanitária para mulheres grávidas e parturientes e a fragilização e o desaparecimento a breve prazo de outros serviços e valências agregadas muito importantes. Nenhum critério, económico, técnico ou estatístico, pode justificar o seu encerramento
Seria dramático para a Beira Interior, região duramente atingida pelo desinvestimento, pela perda de serviços e pela incapacidade de fixar população, particularmente jovem, fosse alvo de encerramento de serviços públicos essenciais como as Maternidades, acrescentando à falta de oferta de saídas profissionais, também a falta de adequada assistência maternal.
A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar da Cova da Beira

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